Vida sem sentido, vida “segura”

Diz Contardo Calligaris, em sua coluna na FSP de 27.01.2011, acerca da relação entre liberdade e segurança e sobre o fato de a juventude ser (ou ter sido) um período em que não se pensa no dia de amanhã (ou do porquê os jovens vivem como se não houvesse amanhã):

1) Em geral, a juventude é o tempo durante o qual mais acreditamos num sentido da vida; 2) o que dá sentido à vida também dá sentido à morte: sempre vale a pena arriscar a pele por uma ideia ou esperança que pareça justificar a existência (no caso de Mapplethorpe, vale a pena sacrificar-se pela arte); 3) inversamente, quando não acreditamos num sentido, estamos muito preocupados com nossa segurança, pois este é o paradoxo: QUANTO MENOS sentido a vida tem, TANTO MAIS valorizamos (mesquinhamente) o simples fato de sobreviver.