Talento passa longe dos especialistas

Olha só uma frase de Schopenhauer:

“Os talentos de primeira ordem jamais serão especialistas. A existência, em seu conjunto, oferece-se a eles como um problema a resolver, e a cada um a humanidade apresentará, de uma ou de outra forma, horizontes novos. Só pode merecer o nome de gênio aquele que toma o grande, o essencial e o geral como tema de seus trabalhos, e não o que passa sua vida explicando alguma relação especial de coisas entre si.”

Pergunto: considerando esta frase, podemos deduzir que os pesquisadores em ciências humanas e sociais se dedicam, em seu grosso, a “coisas menores”, do tipo: qual a “percepção” dos usuários de um serviço, considerando o desempenho dos profissionais que prestam tal serviço?

Se Schopenhauer fosse eleito “juiz” ou parecerista dos projetos submetidos às nossas agências de fomento em pesquisa, talvez ele falasse: “Acho que prefiro um tiro na cabeça”. Ou exagero?

Ahá debochado!